Ansiedade no ENEM: como lidar antes e durante a prova
Por Ana Carolina Pereira — Psicopedagoga e mentora da Trilhar · 05/10/2026 · 2 min de leitura

Frio na barriga, pensamentos acelerados, dificuldade para dormir, medo de “dar branco”: a ansiedade antes do ENEM é muito comum. Um pouco dela até ajuda a manter a atenção. O problema é quando ela passa do ponto e atrapalha o estudo, o sono e o desempenho. Este texto reúne estratégias práticas — não substitui, porém, o acompanhamento de um profissional de saúde.
Entenda o que está acontecendo
A ansiedade costuma crescer onde há incerteza e sensação de falta de controle. Por isso, o que reduz a ansiedade na maioria das vezes não é “pensar positivo”, e sim ganhar clareza: saber o que fazer hoje, como será a prova e o que está ao seu alcance.
Na reta final: o que ajuda
- Reduza a incerteza com um plano. Um cronograma realista para as últimas semanas diminui a sensação de “estou perdendo tempo”;
- Faça simulados em condições reais. Treinar o horário, o ritmo e o cansaço da prova torna o dia menos desconhecido;
- Cuide do sono. Noites mal dormidas pioram a ansiedade e a memória. Mantenha horários regulares;
- Movimente o corpo. Uma caminhada ou atividade leve ajuda a aliviar a tensão;
- Limite a comparação. Redes sociais e grupos de estudo podem aumentar a pressão. Escolha com quem e quando conversar sobre a prova;
- Revise em vez de empilhar conteúdo novo nos últimos dias, o que tende a gerar mais ansiedade do que segurança.
Uma técnica simples de respiração
Quando sentir a ansiedade subir, tente respirar com calma: inspire pelo nariz contando até 4, segure por 4 e solte o ar devagar contando até 6. Repita por alguns minutos, prestando atenção só no ar entrando e saindo. Não resolve a causa, mas ajuda a baixar a intensidade do momento.
No dia da prova
- organize documentos, materiais e trajeto na véspera;
- durma o que for possível, sem se cobrar um sono perfeito;
- se der um branco, respire, pule a questão e volte depois — ninguém precisa acertar todas na primeira passada;
- administre o tempo: não deixe uma questão difícil consumir a prova;
- lembre-se de que um erro não define o resto da prova.
Quando procurar ajuda profissional
Procure um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde se a ansiedade estiver causando sintomas intensos (como crises de pânico), insônia persistente, perda de interesse nas atividades ou se você sentir que não consegue mais lidar com ela sozinho(a). Pedir ajuda não é fraqueza — é cuidar de si. Se você estiver em sofrimento intenso, procure atendimento de saúde ou o CVV (telefone 188, gratuito, 24 horas).
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Conteúdo informativo; não substitui acompanhamento profissional. Em sofrimento intenso, procure um profissional de saúde ou o CVV (188).